A Pepsi não comprou apenas um refrigerante.
Ela comprou o momento.
Em maio de 2024, a PepsiCo investiu uns impressionantes 2 mil milhões de dólares para adquirir a Poppi.
Foi por causa dos ingredientes? Dos sabores? Das latas fofinhas?
Não exatamente.
Investiram numa marca que construiu algo maior do que o produto.
A Poppi não vendeu refrigerantes, vendeu uma história.
Enquanto as marcas tradicionais de refrigerantes se agarravam ao açúcar e ao espaço nas prateleiras,
A Poppi aproveitou uma mudança cultural:
👉 Saúde intestinal em vez de açúcar em excesso
👉 Função em vez de gás
👉 Bem-estar em vez de nostalgia
Não se tratava apenas da bebida.
Tratava-se de como a bebida se encaixava numa nova identidade.
O que a Poppi acertou (e que todos os outros não perceberam)
A Poppi acertou em cheio no que a maioria das marcas ignora:
Um inimigo claro → Refrigerantes tradicionais e modas exageradas de bem-estar
Um movimento para aderir → Saúde intestinal cool
Um tom com o qual se identifica → Divertido, moderno e feito para o TikTok
Verdadeira viralidade →Não apenas partilhável, uma marca desejada
Não disputaram espaço na prateleira.
Conquistaram espaço na mente das pessoas.
O que a Pepsi realmente pagou
Aqueles 2 mil milhões de dólares não foram apenas pelo produto.
Foram para:
Mentalidade: A Poppi é dona da linha “saúde intestinal cool“
Comunidade: A Poppi não vendia bebidas, gerava fidelização
Relevância cultural: construíram uma marca que acompanhava as pessoas
A Pepsi não criou essa mudança.
A Poppi sim.
A Pepsi simplesmente comprou-o tarde e pagou um prémio.
Palavra Final
As marcas que triunfam hoje não se limitam a vender.
Elas repercutem-se.
Elas ligam.
Elas significam algo.
A Poppi não criou apenas uma bebida.
Criaram um motivo para se importar.
Foi para isso que a Pepsi pagou.
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